"As almas de muita gente
são como o rio profundo
- a face tão transparente
e quanto lodo no fundo!..."

Belmiro Braga


Arquivo
Julho 2006
Agosto 2006
Setembro 2006
Outubro 2006
Novembro 2006
Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008
Abril 2008
Maio 2008
Junho 2008
Julho 2008
Agosto 2008
Setembro 2008
Outubro 2008
Novembro 2008
Janeiro 2009
Março 2009
Abril 2009
Julho 2009


Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com
Desenhado por
Grasielle Castro

 

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

A intuição do instante

"Não sabemos o que é que faz o calor e a claridade. Não podemos fixar a hora em que o mistério se tornou claro o bastante para se enunciar como um problema. Mas que diferença faz? Quer ela venha do sofrimento, quer venha da alegria, todo homem tem na vida essa hora de luz, a hora em que ele compreende subitamente sua própria mensagem, a hora em que o conhecimento, iluminando a paixão, desvenda ao mesmo tempo as regras e a monotonia do Destino, o momento verdadeiramente sintético em que o malogro decisivo, propiciando a consciência do irracional, se torna ainda assim o sucesso do pensamento. É aí que se situa o diferencial do conhecimento, o fluxo newtoniano que nos permite perceber como o espírito surge da ignorância, a inflexão do gênio humano na curva descrita pelo progresso da vida. A coragem intelectual consiste em manter vivo e ativo esse instante do conhecimento nascente, em fazer dele a fonte inexaurível de nossa intuição e em desenhar, com a história subjetiva de nossos erros e equívocos, o modelo objetivo de uma vida melhor e mais clara."

Gaston Bachelard, A intuição do instante. Tradução de Antonio de Padua Danesi. Campinas: Verus, 2007, pp. 12-13.

posted by Mauro Belmiro at 19:37


Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

MOVIMENTOS

O branco no chão
encanta o vão
acima;

e qualquer linha
(expectativa acerca
do que seria
a coisa sem cercas)

cercaria
a ida.

A ida, come a vida.

***

Brisa. Ida. A vida
com aquela oblíqua
luz que a tudo abriga

(obriga)

obscurece, à vista
a vinda.

posted by Mauro Belmiro at 09:16


Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

TORPEDO XVI

... caí num buraco /
escuro /
cheio de saudade /
e tudo /
mas amanhã, saio /
metade /
porque hoje, lasso /
açoite, tarde /
da noite - te aguardo...

06/12/07, às 20:10:01

posted by Mauro Belmiro at 18:28


Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

TORPEDO XV

... à tarde /
a mente arde /
tua lembrança: /
a que me lança /
a um lugar /
junto a mar /
em Marte /
(tanta a ânsia
de amar-te...)

05/12/07, às 17:54:22

posted by Mauro Belmiro at 10:40


Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

TORPEDOS XVI

... se só medida, a vida /
métrica, pontual /
esférica, gradual /
termina pura disciplina /
torcida /
que desatina, afinal... /

03/12/07, às 20:06:11

***

... agridoce /
destino /
neste teu inverno /
cíclico /
guarde meu terno /
carinho /
até flores /
reabrirem doces /
o caminho...

04/12/07, às 11:11:47

posted by Mauro Belmiro at 15:08


Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

TORPEDOS XV

O amor, quem sabe /
o que dele há de vir /
além do perfeito experimento /
do idílico tormento /
que nos trouxe até aqui?...

28/11/07, às 15:53:21

***

... a minha boca /
louca /
é uma rosca /
a te girar /
no ar /
girar /
o ar /
girar, girar, girar /
pra te deixar /
sem ar...

28/11/07, às 17:04:39

posted by Mauro Belmiro at 19:35