"As almas de muita gente
são como o rio profundo
- a face tão transparente
e quanto lodo no fundo!..."

Belmiro Braga


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Terça-feira, Abril 21, 2009

NO CAMINHO

Parado
a tempo
do escuro
no silêncio

escuto

(fatídico)

o movimento
granítico
do momento
absoluto.

posted by Mauro Belmiro at 10:12


Da relação entre mito e poesia

"O mito é como um organismo: desenvolve-se, transforma-se e se renova sem cessar. É o poeta que realiza essa transformação. Mas não a realiza em obediência a um simples desejo arbitrário. O poeta estrutura uma nova forma de vida para o seu tempo e interpreta o mito de acordo com as suas novas evidências interiores. O mito só se mantém vivo por meio da contínua metamorfose da sua idéia. Mas a idéia nova é transportada pelo veículo seguro do mito."

Werner Jaeger, Paidéia: a formação do homem grego. Tradução de Artur M. Parreira. São Paulo: Martins Fontes, 2001 (4ª ed.), p. 96.

posted by Mauro Belmiro at 10:00


Segunda-feira, Abril 20, 2009

Homero como educador

"A arte tem um poder ilimitado de conversão espiritual. É o que os Gregos chamaram psicagogia. Só ela possui ao mesmo tempo a validade universal e a plenitude imediata e viva, que são as condições mais importantes da ação educativa. Pela união destas duas modalidades de ação espiritual, ela supera ao mesmo tempo a vida real e a reflexão filosófica. A vida possui a plenitude de sentido, mas as suas experiências carecem de valor universal. Sofrem demais a interferência dos sucessos acidentais para que a sua impressão possa alcançar sempre o grau máximo de profundidade. A filosofia e a reflexão atingem a universalidade e penetram na essência das coisas. Mas atuam somente naqueles cujos pensamentos chegam a adquirir a intensidade de uma vivência pessoal. Daqui resulta que a poesia tem vantagem sobre qualquer ensino intelectual e verdade racional, assim como sobre as meras experiências acidentais da vida do indivíduo. É mais filosófica que a vida real (se nos é lícito ampliar o sentido de uma conhecida frase de Aristóteles), mas é, ao mesmo tempo, pela concentração de sua realidade espiritual, mais vital que o conhecimento filosófico."

Werner Jaeger, Paidéia: a formação do homem grego. Tradução de Artur M. Parreira. São Paulo: Martins Fontes, 2001 (4ª ed.), p. 63.

posted by Mauro Belmiro at 10:43