a torre, o corpo, o blogue
A terceira casa
assiste
à venda do espaço.
A segunda basa
insiste
na agenda do braço.
(a primeira brasa
desiste
parlenda sem traço)
miragem
Piso
liso
um chão
de véus.
(biso
viso
em vão
de céus)
[a madrugada
chovendo me embala
mas enxugada
do vento que estala]
do silêncio ao isolamento
[as pessoas queridas
com quem porventura
tenho vontade de falar
estão noutros tempos -
próximos ou distantes -
ou então noutros lugares
- ótimos para errantes]
à mamãe
[reluz
o sol
da cruz
no hall]
a de hoje promete
[ensolarou
desde Moscou
o meu bayou:
voo que vou
fogo-apagou
como se grou]
Goteira
na calha
solteira
chocalha
(fiteira
brincalha
besteira
cascalha)
longuíssima
A hora
acontecendo
na mora
deste momento
de aurora
sem andamento
adota
entendimento
agora
em movimento
(afora
apodrecendo)
Do cinza
saindo
caindo
ranzinza
a cuja
que limpa
as grimpas
(tão sujas
ainda)
por enquanto
[tais camadas
carregadas
quais ramadas
lategadas
vais por dadas
sossegadas:
mais propostas
que dispostas
mas armadas
bategadas]
ensolarada
As passadas
sacodem dos miolos
as palavras.
(passaradas
acodem meus olhos
pelas lavras)
sob árvores
Luz e sombra
forram passos
numa alfombra
chão de paços
(tal a lombra
que me lassa
do mormaço)