[onde mui
depois rui
antes pui]
A lua
à rua
(se nua)
tatua
(de lua)
[antes quase
depois ante
(pois de fase
mal durante)
jante a frase
qual sedante]
[se azulou
sobre o mar
no pomar
sob o ar
de pousar
e cantar
ao voar
azulou]
[do que flui
antes fui
algo mui
(porque flui)]
... portanto
(enquanto
o encanto)
eu canto
no pranto
(o espanto
portanto...)
no segundo andar
[o murmúrio
dos meus livros
no silêncio
dos ouvidos
faz de outrora
o barulho
do que é agora
surdo-mudo
pensamento
ressentido]
[este horário
arbitrário
de operário
dromedário
(funcionário
solidário)
foi criado
solitário
por um mário
mobiliário
ordinário
proprietário
corolário
salafrário]
[ano a ano
cotidiano
mano a mano
soberano
eu me ufano
pelo cano
herculano
desengano]
[a virtude
da quietude:
habitude
da atitude]
ao trabalho
Da manhã
na gruta
a maçã
pra luta
(hortelã
cicuta)
o divã
desfruta.
Maury
A verdade
da amizade
dá saudade:
- da bondade
suavidade
claridade
lealdade
qualidades
da metade.
da garagem
[nessa pedra
a rachadura
que não medra
é fechadura]
Às vezes mal
acidental
a luz do sol
ricocheteia
raio farol
no chão coral
desde o arrebol
e me encandeia
do que clareia.
sob o céu
Neste azul claro
de um frio raro
sem anteparo
eu me reparo
o desamparo
o despreparo
que mal encaro
(mas escancaro)
[ouço um pio
sobre o fio
sob o cio
como um mio]
[a caverna
toca um nervo
que conversa
com eu servo
de um acervo
que conservo
sem lucerna
nem lanterna
mas poterna
num caderno]
questão
[até quanto
há docência
por enquanto
inocente
de impotência
indecente?...]
tempo encoberto
Abaixa
o teto
na faixa
do quieto.
(nenhum
inseto)
[algum
discreto]
às aulas
[a volta
que vulta
me salta
me solta
me pauta
me pouta
me malda
me molda
me multa
(envolta
de bosta
que custa)]