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Domingo, Fevereiro 26, 2012
THE CAPTAIN IS CROSSING THE BORDER
Sob a lua crescente
um inteiro adolescente
pretende.
(a rua dentro dele)
E o coração aflige
quando em seu lento aclive
(de batimento triste)
resiste.
[lembro-lhe:
Cisco não nos pertence]
posted by Mauro Belmiro at
20:30
Domingo, Fevereiro 19, 2012
ARGUMENTO
Viver em atos
sim, é muito mais
importante que
de textos viver.
Dar de comer
aos sentidos
é muito mais
(nunca ademais)
relevante
que, elefante
estetizar
(tergiversar)
seu mal-estar.
Aos sentidos
dar de comer;
à arte só
só dar de ombros:
- porque, à hora agá
[da vitória resoluta deste acaso
que é o absoluto cansaço de ordenar]
tecer escombros
ninguém quererá.
posted by Mauro Belmiro at
11:28
Sábado, Fevereiro 18, 2012
SONETO SONOLENTO
de um sonho carnavalesco
Há um sábado, domingo
a semana invadindo
que me estira o vadio
lagarto do espírito;
pela terça, a segunda
estica parecença;
de nada é moribunda
na feira em que aconteça:
- esta festa fluoresce
por dentro cem por cento
(destoa o pensamento)
[ao relento, coalesce
no máximo um mormaço
à toa, pardavasco]...
***
[na presença da cerveja
caroço da geladeira
o esboço da pasmaceira]
posted by Mauro Belmiro at
16:25
Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012
ININTERRUPTA
Brilham intensos
por trás das palavras
teus olhos morenos
(assim como o nada
que a tudo desarma);
rasgados, eu lembro
(também tuas palavras)
de há pouco tempo
aquém das fachadas
cortinas, fumaças
que o vento não sopra
num verso que sobra
imenso agora; enfim
há tua fala, que ri
(para além da hora)
teu largo marfim...
posted by Mauro Belmiro at
13:05
Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012
EM SUMA
Ressuscitada
desimpedida
repovoada
emagrecida
ensolarou-se;
decantada
rarefeita
expandida
prometeu-se;
da crise
refeita
em riste
esta alma (ouviste?)
bem que podia...
(ao em seguida)
posted by Mauro Belmiro at
12:36
Domingo, Fevereiro 12, 2012
MIX
Mormaço
mortiço
castiço e
mestiço
(típico
do início
em berço
de peso
granítico
derretendo):
- bruma de Burma
frio do estio...
[parda heterogeneidade
(opaco resultado da
climática mixagem)
que paira entre eu e a cidade]
posted by Mauro Belmiro at
10:59
Sábado, Fevereiro 11, 2012
PRECEITO LÓGICO DO NÃO
Nas horas em que
o vácuo se impõe
como faxina
interiorana
das intestinas
(da que revira
em casa ainda)
se ora desanda
perspectivas
[a redundância
preconcebida!]
não dá pra escrever
se despretende
o que avizinha;
então pressupõe
não há prescrever:
- resistiria...
posted by Mauro Belmiro at
11:44
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012
ANTEONTEM
Fui à noite da ostra prateada
sob o seio da enchumaçada
concha compreensiva.
Marmórea. Invertida.
Desestabilizada
(se etérea todavia
de impossível ruína).
A noite tectônica da abóbada
nada geológica. Aceleradas
suas placas sujas perfuradas
rodaram embaçadas
saias e anáguas
(a encardida algodoaria
dos bons-tons múltiplos do cinza)
congestionando vias do céu.
Faroletes havia
cabeças de alfinetes
- as digitais dos deuses
pespegando paredes
de absolutamente.
E meus olhos caixilhos
(na ótica dos trilhos)
molduraram os cantos
dos encantos da cena:
- no túnel redondo
louco espiralando
preso ao centro branco
um Pollock titânico
borrando a demão cistina
de um falso Michelangelo
abriu-fechando pernas
à madrugada mista
que há tintas não se via...
(dialética delenda
de eclética ferida)
[de prata a prataria
tão suspenso argento
por sobre a pradaria
(suspeito)
dinheiro algum briga]
posted by Mauro Belmiro at
21:18
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012
CEDO
O azul contra
o céu claro
escuso
toda a sombra
tolda - ao lado
no muro.
posted by Mauro Belmiro at
11:53
SOB O SOL
De dia
o clima
com arte
desliza
desmaia
destarte
a tarde
em cinza;
e a lua
deitada
coberta
de tudo
aguarda
sua branca
mortalha
do mundo;
a noite
madruga
seu turno
da guarda
de ácaros
pássaros
passados
empalha;
e à parte
(tomara)
não tarda
um vento:
- alerta
mudança
na beira
do tempo
(inteira
contudo
a tempo
sua dança).
[das naves
em grupo
tais ares
presumo]
posted by Mauro Belmiro at
11:21
Domingo, Fevereiro 05, 2012
THE CAPTAIN HAD AN UNPLEASANT ENCOUNTER
Avisei ao Cisco:
- na república
socialista
do Belmiro
todos têm direito à moradia.
(do primata supostamente superior
aos supostamente retardatários
protozoários na evolução das espécies)
[inclusive as pequeninas
delicadas - e assertivas
vespas assassinas
que o telhado abriga]
posted by Mauro Belmiro at
11:47
CLARA E FLORIDA (E OBJETIVA)
A luz oblíqua
(que o café em seguida turbina)
logo inicia
a matutina aventura da rotina;
e combina com a brisa
(antes fresca que fria)
os bichos e a poesia
limpar a mesa, a vista
de poeiras, preconceitos
(dos ossos predispostos
farelos paralelos)
desvios de todo tipo
cegueiras e cia.
- com vistas ao didático
(escolástico a respeito)
espetáculo instrutivo
da vida-nicho ao domingo...
posted by Mauro Belmiro at
11:11
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