quinta-feira, 19 de outubro de 2017

QUADRA GOLPISTA LXVI

Alimento Para Todos...


Uma tese

desde sempre

causa espécie:

- da evolução brasileira das espécies
pela ração paulistana que oferecem.


(considere

vosso alcaide-farinata
de prefeito-granulado

num design inteligente

embalado a vácuo)


[agora, reconsidere

como se indigente fosse]

terça-feira, 17 de outubro de 2017

EM FRENTE À TEVÊ

mediações


I.

Entre dois touros
craques, suadouros

bolas de couro
(de prata, de ouro)

abrem disputas
que fechem justas?


[das quebras às regras
são pedras dos amos

que civilizamos;

das pedras às quebras
são regras dos anos

gregos e troianos]


II.

Entre o jogo
e os meus olhos

a superfície da tela

estatela

qualquer outro entendimento
que ultrapasse o sentimento.


III.

Entre o primeiro
tempo, e o segundo

pseudoevento

avento
que há tempo:

- do quê, não lembro.

NO HORÁRIO DE VERÃO

princípio

O homem primitivo

(biológico maquinismo
à revelia opressivo)

registra
a preguiça
precisa

do sol no seu dia.

domingo, 15 de outubro de 2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

PERTO DO ENFIM


Este blog

virtualmente

está grogue.


Realmente?

Cabalmente?


[sua poesia
semibreve

- dos caixotes
dos formatos

almocreve -

no limite
sempre esteve]

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

[DUPLA] QUADRA GOLPISTA GLOBAL

Barcelona é aqui, ali, acolá...


O mundo

dromunda

seu fundo

afunda...


[rotundo

de tundas

segundo

rotundas]

terça-feira, 3 de outubro de 2017

QUADRA GOLPISTA GLOBAL III

da minha impotência alienada cidadã


Ouço gritos, vejo patas

cassetetes
cacetadas

na tevê ligada
que de gente afasta.

Se Las Ramblas
dão Las Palmas

por que não La Liga?

- sétima a jornada!...

***

Ouço tiros, vejo balas

nas calçadas
carminadas

que deserdam
o deserto de Nevada.

É a Las Vegas

do repiegas
que, laranja

pinta & borda a Casa Branca?...

***

[desligado
no momento

(do circense movimento
remediado dos panacas)

fragmentos
leio pacas:

- do que entendo, nada intento

porque os mortos
já morreram]

PRAGMÁTICA

quase amorosa


O que você quer

eu quero - se der.


O que você der

eu quero ceder.


O que você é

eu quero querer

ver e perceber.


(o que você lê

quem sabe, reler)


O que você diz

eu quero - de ouvir

tender a entender.


E o que você faz

eu quero dever

poder não fazer.

ELES

O homem primitivo
percebe o romance

dramático e vivo
assim, de relance

- entre o sol chegando
e a lua partindo

entre o céu fechando
e a rua se abrindo -

desencontrando-se.

sábado, 30 de setembro de 2017

SETEMBRINA

Não fiz nada

nada ainda

da promessa

entrevinda

que mereça

(qual riqueza)

toda e cada

tal beleza...

ANTAGÔNICA

quatro atributos


1. Poesia curta.

Poesia curta
na embocadura:

- há tempo alonga
tempos que furta

e aluga espaços
(literaturas).


2. Poesia curta.

Poesia-churta
policialesca

contra a escritura
mais verborreica.

[mas, e a burlesca
se verdadeira?...]


3. Poesia curta.

Poesia-lurta
(espinho & rosa)

a prosa encurta
a pino no aço:

- de alguns balaços
é o estilhaço.


4. Poesia curta.

Poesia-murta
no seu regaço

de sepultura
(desembaraço):

- murta-cheirosa
mesmo se morta.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

CHAMPIONS LEAGUE


A bola

rola

na Europa.


[por aqui

cola

poraquês
nas tevês]

CHUVISCO

Vindo à frente

o que sente
inda ausente

(por silente)

pinga à mente
finamente

pingo rente
indo à lente

finalmente.