Quinze minutos
para acontecer;
cinco mais cinco
mais cinco, se der;
dar, poderia
- dependeria?...
Senão, o resto
deste paredão
(toda a construção)
em vão seria:
- o que fará
emparedaria.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
EPICURISTA
No vácuo rítmico
do vazio
entre adensamentos
(do vento do tempo)
cíclicos
descanso um descaso
solícito.
do vazio
entre adensamentos
(do vento do tempo)
cíclicos
descanso um descaso
solícito.
Da relação entre sujeito, ciência e poesia quanto a que realidade
Calvino, sobre Lucrécio
"Será lícito extrapolar do discurso científico uma imagem do mundo que corresponda aos meus desejos? Se a operação que estou tentando me atrai, é porque sinto que ela poderia reatar-se a um fio muito antigo na história da poesia.
De rerum natura, de Lucrécio, é a primeira grande obra poética em que o conhecimento do mundo se transforma em dissolução da compacidade do mundo, na percepção do que é infinitamente minúsculo, móvel e leve. Lucrécio quer escrever o poema da matéria, mas nos adverte, desde logo, que a verdadeira realidade dessa matéria se compõe de corpúsculos invisíveis. É o poeta da concreção física, entendida em sua substância permanente e imutável, mas a primeira coisa que nos diz é que o vácuo é tão concreto quanto os corpos sólidos. A principal preocupação de Lucrécio, pode-se dizer, é evitar que o peso da matéria nos esmague. No momento de estabelecer as rigorosas leis mecânicas que determinam todos os acontecimentos, ele sente a necessidade de permitir que os átomos se desviem imprevisivelmente da linha reta, de modo a garantir tanto a liberdade da matéria quanto a dos seres humanos. A poesia do invisível, a poesia das infinitas potencialidades imprevisíveis, assim como a poesia do nada, nascem de um poeta que não nutre qualquer dúvida quanto ao caráter físico do mundo."
Italo Calvino, Seis propostas para o próximo milênio. Tradução de Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, pp. 20-21.
"Será lícito extrapolar do discurso científico uma imagem do mundo que corresponda aos meus desejos? Se a operação que estou tentando me atrai, é porque sinto que ela poderia reatar-se a um fio muito antigo na história da poesia.
De rerum natura, de Lucrécio, é a primeira grande obra poética em que o conhecimento do mundo se transforma em dissolução da compacidade do mundo, na percepção do que é infinitamente minúsculo, móvel e leve. Lucrécio quer escrever o poema da matéria, mas nos adverte, desde logo, que a verdadeira realidade dessa matéria se compõe de corpúsculos invisíveis. É o poeta da concreção física, entendida em sua substância permanente e imutável, mas a primeira coisa que nos diz é que o vácuo é tão concreto quanto os corpos sólidos. A principal preocupação de Lucrécio, pode-se dizer, é evitar que o peso da matéria nos esmague. No momento de estabelecer as rigorosas leis mecânicas que determinam todos os acontecimentos, ele sente a necessidade de permitir que os átomos se desviem imprevisivelmente da linha reta, de modo a garantir tanto a liberdade da matéria quanto a dos seres humanos. A poesia do invisível, a poesia das infinitas potencialidades imprevisíveis, assim como a poesia do nada, nascem de um poeta que não nutre qualquer dúvida quanto ao caráter físico do mundo."
Italo Calvino, Seis propostas para o próximo milênio. Tradução de Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, pp. 20-21.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
BRACHIARIA
Agudas
agulhas
escuras
(a depender de qual luz as cura)
espalham-se, bandoleiras
por todo espaço que as proteja.
São alísias
dançarinas
elusivas
(na desfeita coreografia);
plantam-se, radiais
radiantes que tais
oriundi perhaps - de ancestrais carnavais!...
***
[a despeito deste olhar estreito
(de reizinho de pedacinho elísio)
que orgulhosamente amanheço
me estofo sim - disso mesmo]
agulhas
escuras
(a depender de qual luz as cura)
espalham-se, bandoleiras
por todo espaço que as proteja.
São alísias
dançarinas
elusivas
(na desfeita coreografia);
plantam-se, radiais
radiantes que tais
oriundi perhaps - de ancestrais carnavais!...
***
[a despeito deste olhar estreito
(de reizinho de pedacinho elísio)
que orgulhosamente amanheço
me estofo sim - disso mesmo]
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
FUTURO A PASSAR
aos interessados de sempre
A rapidez da mudança sucessiva da andança
disto que se diz rotina
- de viradas repentinas
mal-lembradas como antigas
(das discretas às secretas
das soberbas, rídículas)
desequilibra, todavia: uma vez demais rolados
tais dados, capacitados
a possibilitarem como fatos alternativas
desgastam-se, aparados
das outras perspectivas:
- amparados toda vida
por noções preconcebidas
de transformações queridas
por aqueles que não se vão...
[fauna cuja imobilista
amoralidade desdiz;
que qual rica flora habita
tal saída; e esvaída
à vez retorna, lívida
(límpida máscara, a tez)
da sordidez intestina]
A rapidez da mudança sucessiva da andança
disto que se diz rotina
- de viradas repentinas
mal-lembradas como antigas
(das discretas às secretas
das soberbas, rídículas)
desequilibra, todavia: uma vez demais rolados
tais dados, capacitados
a possibilitarem como fatos alternativas
desgastam-se, aparados
das outras perspectivas:
- amparados toda vida
por noções preconcebidas
de transformações queridas
por aqueles que não se vão...
[fauna cuja imobilista
amoralidade desdiz;
que qual rica flora habita
tal saída; e esvaída
à vez retorna, lívida
(límpida máscara, a tez)
da sordidez intestina]
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
DEZEMBRO II
Enfim, férias que prolongar-se-ão:
- nelas, a preguiça cresce pernas
estica sombras, alonga as feras
mas minha vontade, na verdade
- caniça de reeducações alimentares
prostituída por cafeínas regulares
reporá logo o troço todo no modo padrão...
- nelas, a preguiça cresce pernas
estica sombras, alonga as feras
mas minha vontade, na verdade
- caniça de reeducações alimentares
prostituída por cafeínas regulares
reporá logo o troço todo no modo padrão...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
CEB, SOM E FÚRIA
esqueçam McLuhan
Martelam-nos as melhores crônicas
que a civilização eletrônica
(mesmo o que nela funciona)
ademais demanda eletricidade:
- força eletromotriz
adiante do nariz
(a bem da segurança).
***
Pois bem. Quando dançamos
na escuridão romântica imprevista
típica da quebradiça rotina
escassamente cogitamos
máquinas de toda metragem
postes fincados nas paisagens
estações, usinas, barragens
transmissores - comutadores
e torres - torres, muitas torres!...
(e rios a fio perdidos
em cascatas insustentáveis)
***
E menos pressupomos
(rabos de cães circulares)
tensão/potência/corrente
watts em volta, ampères:
- capacidade de torra
d'além de mais grãos - dos lares
de coisas das gentes (ora
inadvertidamente)
***
Porém trópicos, cerrados
são carregados cenários
de nuvens, agruras e raios
naturalmente desviados:
- onde se abre compassos
entre inações e fracassos
na amplidão do mormaço
e onde depois de refeitas
todas cagadas perfeitas
copia-se à exaustão...
[mau cidadão, aqui passo
***
mas não sem lamentá-lo:]
tétrica, aquela companhia
- desluzida, deletéria, fugidia
dependura minha vida
em linha sem energia;
e pendurada, a dita
engordurada, frita...
Martelam-nos as melhores crônicas
que a civilização eletrônica
(mesmo o que nela funciona)
ademais demanda eletricidade:
- força eletromotriz
adiante do nariz
(a bem da segurança).
***
Pois bem. Quando dançamos
na escuridão romântica imprevista
típica da quebradiça rotina
escassamente cogitamos
máquinas de toda metragem
postes fincados nas paisagens
estações, usinas, barragens
transmissores - comutadores
e torres - torres, muitas torres!...
(e rios a fio perdidos
em cascatas insustentáveis)
***
E menos pressupomos
(rabos de cães circulares)
tensão/potência/corrente
watts em volta, ampères:
- capacidade de torra
d'além de mais grãos - dos lares
de coisas das gentes (ora
inadvertidamente)
***
Porém trópicos, cerrados
são carregados cenários
de nuvens, agruras e raios
naturalmente desviados:
- onde se abre compassos
entre inações e fracassos
na amplidão do mormaço
e onde depois de refeitas
todas cagadas perfeitas
copia-se à exaustão...
[mau cidadão, aqui passo
***
mas não sem lamentá-lo:]
tétrica, aquela companhia
- desluzida, deletéria, fugidia
dependura minha vida
em linha sem energia;
e pendurada, a dita
engordurada, frita...
domingo, 27 de novembro de 2011
SHOWMISSA
Ontem ouvi
preclara voz do passado.
Embrulhada
em papel acetinado
proclamava
futuro retrogradado.
Quão custoso, todavia
tal espelho:
- se só via acompanhando
o prelado
- que ambula, parafrástico
conservando
- e reunirá, prometéico
anulando...
(entrementes
somente sacrificando)
preclara voz do passado.
Embrulhada
em papel acetinado
proclamava
futuro retrogradado.
Quão custoso, todavia
tal espelho:
- se só via acompanhando
o prelado
- que ambula, parafrástico
conservando
- e reunirá, prometéico
anulando...
(entrementes
somente sacrificando)
sábado, 26 de novembro de 2011
SÁBADO
Amanheci lasso, baço
nos braços da transição repentina
da madrugada pro dia.
Hoje por isso passo. Tê-lo anoitecido
na rua sem lua, a idade madura, dá nisso
- cansaço alvorecido.
Até se quer, participativo
da cidade prevista ser visto;
o custo, todavia
não pode transferi-la
a futuro longínquo
(como antes acontecia
quando jovem o fígado).
nos braços da transição repentina
da madrugada pro dia.
Hoje por isso passo. Tê-lo anoitecido
na rua sem lua, a idade madura, dá nisso
- cansaço alvorecido.
Até se quer, participativo
da cidade prevista ser visto;
o custo, todavia
não pode transferi-la
a futuro longínquo
(como antes acontecia
quando jovem o fígado).
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
VIÚVO É O MORTO
a Verônica
Morto não fala. Morto não anda.
Morto não janta.
Não move montanhas
não chove castanhas
não torra a poupança
(decerto em gastança)
não mostra as entranhas
(embora a estranhos... em circunstâncias).
Viúvo é o morto! Nada lhe vem atrás!
Portanto pedimos - deixemo-lo em paz! Se não religião
por uma só razão:
- se morto, tens o pudor
de respeitares a dor
que tão triste mais fica
emparedada no amor
partido que petrifica.
(por isso, mais silencias...)
Morto não fala. Morto não anda.
Morto não janta.
Não move montanhas
não chove castanhas
não torra a poupança
(decerto em gastança)
não mostra as entranhas
(embora a estranhos... em circunstâncias).
Viúvo é o morto! Nada lhe vem atrás!
Portanto pedimos - deixemo-lo em paz! Se não religião
por uma só razão:
- se morto, tens o pudor
de respeitares a dor
que tão triste mais fica
emparedada no amor
partido que petrifica.
(por isso, mais silencias...)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
SOLIPSISTA
Minha poesia - é pequena.
Nela, não há maior tema
- nem poema.
Não inova
não renova
não provoca;
como forma - não vale a pena.
Mas talvez seja
(de vez apenas)
estratagema
contra esta surdez tão pessoal:
deseducada
animalesca
- um cipoal
que atormenta.
(então poesia
de impedi-la que cresça
que prevaleça)
Nela, não há maior tema
- nem poema.
Não inova
não renova
não provoca;
como forma - não vale a pena.
Mas talvez seja
(de vez apenas)
estratagema
contra esta surdez tão pessoal:
deseducada
animalesca
- um cipoal
que atormenta.
(então poesia
de impedi-la que cresça
que prevaleça)
RACHADURA
Tu te lembras
das travessas
bentas eras
que atravessas
- as avessas
a tragédias
quando tragas
essas pedras
das medusas
criação?
Quando enlutas
tua mão
e não relutas?
das travessas
bentas eras
que atravessas
- as avessas
a tragédias
quando tragas
essas pedras
das medusas
criação?
Quando enlutas
tua mão
e não relutas?
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
VIVA LITERATURA
a Ana Flávia
Escrever
mais importa que viver?
O que melhor seria? A literária vida
ou literatura vivida?
Ela, tratar-se-ia
de uma dúvida vívida
ou musa que se não duvida?
De dívida - de usura
hipotética?
Hipotenusa
a toda reta?
E mais pergunta
- física? - tísica?
- abstraída?...
Lívido com tanto assombro
(ante o abismo pro tombo)
aliterando escapulo:
- se se não vive
não não se escreve
nada que preste!...
Escrever
mais importa que viver?
O que melhor seria? A literária vida
ou literatura vivida?
Ela, tratar-se-ia
de uma dúvida vívida
ou musa que se não duvida?
De dívida - de usura
hipotética?
Hipotenusa
a toda reta?
E mais pergunta
- física? - tísica?
- abstraída?...
Lívido com tanto assombro
(ante o abismo pro tombo)
aliterando escapulo:
- se se não vive
não não se escreve
nada que preste!...
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
INSEPULTA
Alguém pediu que voltasse
um trem da história.
Solicitou que contasse
uma estória
sobre outrem
de outrora.
(dita cuja
cabeluda
malcheirosa)
- Mas qual, repliquei
se mal as registrei
nos confins da memória?
Enfim resposta
tartamudeei
(discursiva tartaruga de lei)
ao fim e ao cabo pedregosa;
porque tardia embora
menoscaiba querença maldita,
melhor agora - ainda de dia...
um trem da história.
Solicitou que contasse
uma estória
sobre outrem
de outrora.
(dita cuja
cabeluda
malcheirosa)
- Mas qual, repliquei
se mal as registrei
nos confins da memória?
Enfim resposta
tartamudeei
(discursiva tartaruga de lei)
ao fim e ao cabo pedregosa;
porque tardia embora
menoscaiba querença maldita,
melhor agora - ainda de dia...
domingo, 20 de novembro de 2011
CONTRA O MÉTODO
ao confessor em mim
Ante esta excrescente
complacência indecente
- pegajosa, recorrente
(incidência inconsciente?)
de fim-de-ano-na-escola
que a tudo engolfa
'tupindo aortas
por trás das portas,
irrito as veias
pra que ligeiras
movam obreiras placas obesas:
- toda rasteira... e preguiçosa...
viçosa certeza.
(catraca estreita
que nos espreita)
Ante esta excrescente
complacência indecente
- pegajosa, recorrente
(incidência inconsciente?)
de fim-de-ano-na-escola
que a tudo engolfa
'tupindo aortas
por trás das portas,
irrito as veias
pra que ligeiras
movam obreiras placas obesas:
- toda rasteira... e preguiçosa...
viçosa certeza.
(catraca estreita
que nos espreita)
sábado, 19 de novembro de 2011
PARA ALÉM DE SEXISTA (duas questões)
a Rafaela
Perspectivamente, minha atenção
lamenta sua procura ansiosa;
perscruta a linha enxuta, sinuosa
que se insinua apetitosa; senão
por que seria a vista dadivosa
a mais sentida paixão masculina
pela forma? Prospectivamente
então, que passo reordenaria
essas desencontradas correrias
por marias, letícias, margaridas
à luz de mais razões - mas sem despi-las
das coloridas vias nas quais se dão?...
Perspectivamente, minha atenção
lamenta sua procura ansiosa;
perscruta a linha enxuta, sinuosa
que se insinua apetitosa; senão
por que seria a vista dadivosa
a mais sentida paixão masculina
pela forma? Prospectivamente
então, que passo reordenaria
essas desencontradas correrias
por marias, letícias, margaridas
à luz de mais razões - mas sem despi-las
das coloridas vias nas quais se dão?...
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
TEMPOS DEPOIS
Com sua graça costumeira
- da palavra certeira lavrada perfeita -
minha bela parceira passou por aqui...
Bem-vinda! Que assim seja!...
- da palavra certeira lavrada perfeita -
minha bela parceira passou por aqui...
Bem-vinda! Que assim seja!...
Tempos depois
Tempos depois, retorno à tela escura com a mesma vontade de esparramar minhas letras. A vida continuou no sábio ritmo de sempre, o tempo passou na mais previsível cadência. Ainda assim, com tudo na exata e esperada harmonia, vejo toda diferença. Porque tudo está diferente. O momento, as expectativas, os sonhos.
Rodei um pouco procurando as letras e, ao juntá-las, não enxerguei sentido. Refiz todas as frases, reli parágrafos, apaguei textos. Quebrei regras, inventei prosas, trapaceei línguas e apaguei tudo de novo. Simplesmente porque foi difícil me encontrar para me trazer de volta. Que encantos me levaram? Que estradas foram essas que me arrastaram para tão longe? Por que meus vôos não me ofereceram retorno?
Enquanto busco entender os recentes capítulos da minha vida, deixo cair os dedos num teclado estridente para polvilhar letras neste quadro negro, que me convida a me expor. E, mais uma vez, como tantas outras lá no passado, cá estou eu a contar o que se passa comigo, a dividir pensamentos, a escancarar de novo meu coração. Se ainda houver aqui dentro um coração a ser decifrado em prosa...
Ju
Rodei um pouco procurando as letras e, ao juntá-las, não enxerguei sentido. Refiz todas as frases, reli parágrafos, apaguei textos. Quebrei regras, inventei prosas, trapaceei línguas e apaguei tudo de novo. Simplesmente porque foi difícil me encontrar para me trazer de volta. Que encantos me levaram? Que estradas foram essas que me arrastaram para tão longe? Por que meus vôos não me ofereceram retorno?
Enquanto busco entender os recentes capítulos da minha vida, deixo cair os dedos num teclado estridente para polvilhar letras neste quadro negro, que me convida a me expor. E, mais uma vez, como tantas outras lá no passado, cá estou eu a contar o que se passa comigo, a dividir pensamentos, a escancarar de novo meu coração. Se ainda houver aqui dentro um coração a ser decifrado em prosa...
Ju
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